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Sabado, 13 de Julho de 2024
A queda de Roma e as similitudes com a atual decadência do Ocidente

História

A queda de Roma e as similitudes com a atual decadência do Ocidente

Por Ricardo Schlomer

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Caríssimas pessoas que acompanham essa coluna, primeiro agradeço aos que gastam parte de seu tempo lendo o que aqui coloco e aos que pela primeira vez estão observando os textos aqui postos sejam bem-vindos e muito obrigado.

Hoje escreveremos sobre o último imperador romano do Ocidente, Rômulo Augusto, que marcou o fim de uma era e testemunhou o colapso gradual do poder do Império Romano do Ocidente. Seu reinado é um momento crucial na história que reflete a decadência do Império Romano no século V d.C.

Rômulo Augusto ascendeu ao trono romano em 31 de outubro de 475 d.C., com 16 anos de idade. Foi colocado no trono por seu pai, Orestes, um general romano de origem germânica, que tinha o apoio de várias tropas bárbaras.

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O reinado de Rômulo Augusto durou apenas dez meses, durante os quais ele teve pouca influência real sobre o destino do Império Romano do Ocidente. Sua ascensão ao trono foi uma tentativa de estabilizar a situação no Ocidente, mas o poder real estava nas mãos de Orestes e dos líderes bárbaros que o apoiaram.

O Império Romano do Ocidente já estava enfraquecido por séculos de pressões internas e externas. A corrupção política, a instabilidade econômica e as invasões de tribos germânicas tinham prejudicado a autoridade imperial. A ascensão de líderes militares bárbaros como Odoacro agravou ainda mais a situação.

Em setembro de 476 d.C., Odoacro, líder dos hérulos, depôs Rômulo Augusto e enviou as insígnias imperiais para o imperador do Oriente, marcando oficialmente o fim do Império Romano do Ocidente. O evento referido foi um marco histórico onde a maioria dos historiadores consideram a data como o final da chamada Idade Antiga e começo da Idade Média.

O reinado de Rômulo Augusto simboliza a transição tumultuosa do Império Romano do Ocidente para um período de fragmentação política e social. Seu papel foi em grande parte nominal, pois ele era uma figura controlada por interesses externos e lideranças bárbaras. Sua destituição final marcou o fim de uma linhagem imperial que remontava à fundação de Roma.

Autores e historiadores como Edward Gibbon, autor de "História do Declínio e Queda do Império Romano", exploraram a figura de Rômulo Augusto como um símbolo da decadência romana e da inevitabilidade da queda. A obra de Gibbon enfatizou as causas profundas da queda do Império Romano, incluindo fatores como a corrupção, a expansão excessiva e as lutas internas. Como historiador considero a obra basilar para o estudo de Roma e da civilização ocidental.

O reinado de Rômulo Augusto é um episódio fascinante e triste na história do Império Romano, destacando a complexidade das influências internas e externas que levaram ao colapso de uma das maiores civilizações da antiguidade e o pilar da nossa civilização juntamente com a Grécia.

Certamente podemos fazer uma analogia das causas da queda de Roma com o que ocorre atualmente no mundo ocidental, existe similitude ampla e principalmente a destruição dos valores vinda de dentro pra fora e não ao contrário.

Reflitam sobre o tema enquanto lhes digo até outra vez.

FONTE/CRÉDITOS: Ricardo Schlomer
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