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Sabado, 13 de Julho de 2024
Telescópio James Webb captura imagem da estrela mais distante já vista

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Telescópio James Webb captura imagem da estrela mais distante já vista

Estrela Earendel está atualmente a 28 bilhões de anos-luz de distância, segundo acreditam os astrônomos

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Os astrônomos usaram o Telescópio Espacial James Webb para observar Earendel, a estrela mais distante já detectada.

Earendel está tão distante que a luz das estrelas vislumbrada pelo telescópio Webb foi emitida no primeiro bilhão de anos do universo. Estima-se que o universo tenha cerca de 13,8 bilhões de anos.

Estimativas anteriores sugerem que a estrela está a 12,9 bilhões de anos-luz de distância da Terra, mas dada a expansão do universo e quanto tempo a luz viajou para chegar até nós, os astrônomos acreditam que Earendel está atualmente a 28 bilhões de anos-luz de distância.

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O nome da estrela deriva de palavras do inglês antigo que significam “estrela da manhã” ou “luz nascente”. O Telescópio Espacial Hubble detectou Earendel pela primeira vez em 2022.

As observações de Webb revelaram novas informações sobre a estrela incrivelmente distante. Earendel é uma estrela massiva do tipo B cerca de 1 milhão de vezes mais luminosa e duas vezes mais quente que o nosso sol.

A estrela está na galáxia Sunrise Arc e só era observável porque um enorme aglomerado de galáxias chamado WHL0137-08 que existe entre a Terra e Earendel ampliou o objeto distante.

Esse fenômeno é chamado de lente gravitacional, que ocorre quando objetos mais próximos agem como uma lupa para objetos distantes. A gravidade essencialmente distorce e amplia a luz de galáxias distantes de fundo. Neste caso, o aglomerado de galáxias intensificou a luz de Earendel milhares de vezes.

Estrelas massivas como Earendel normalmente têm estrelas companheiras e, embora os astrônomos não esperassem encontrar uma, as cores detectadas pelo Webb sugerem a presença potencial de uma estrela companheira fria e vermelha.

A capacidade de Webb de ser vista no universo distante e observada na luz infravermelha, que é invisível ao olho humano, também ajudou a capter detalhes na galáxia Sunrise Arc. O observatório espacial detectou áreas de nascimento de estrelas e pequenos aglomerados.

Os astrônomos continuam analisando os dados da observação de Webb para determinar a distância precisa da galáxia Sunrise Arc.

Estudar estrelas e galáxias extremamente distantes que se originaram mais perto do big bang pode preencher as lacunas que os astrônomos têm sobre os primeiros dias do universo e fornecer um vislumbre de como nossa galáxia, a Via-Láctea, poderia parecer bilhões de anos atrás.

A capacidade de Webb de estudar um objeto tão pequeno e distante é encorajadora para os astrônomos. Eventualmente, pode ser possível localizar as primeiras estrelas nascidas de elementos brutos, como hidrogênio e hélio, logo após o nascimento do universo.

 

FONTE/CRÉDITOS: CNN Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Telescópio Webb mostra um enorme aglomerado de galáxias chamado WHL0137-08 e, à direita, a galáxia Sunrise Arc NASA/ESA/CSA
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